O que é Bootcamp: tudo sobre a nova modalidade de ensino

Cursos intensivos, práticos e disruptivos. Cada vez mais valorizados, os bootcamps ajudam a desenvolver, de forma mais rápida, competências muito requisitadas no mercado

A atualidade vem sendo marcada por mudanças repentinas e uma enorme necessidade de adaptação em todos os sentidos. No trabalho, algumas funções deixam de existir e outras novas surgem, diante das necessidades que vão ficando evidentes. E as transformações são latentes nos processos de trabalho e no tipo de profissional que o mercado busca. As empresas estão atrás de pessoas cada vez mais qualificadas e preparadas para lidar com atividades que demandam adaptabilidade. Isso é apenas resultado de todas as transformações tecnológicas e sociais pelas quais a nossa sociedade vem passando, a uma velocidade cada vez mais rápida. 

Para atender a essa demanda, principalmente diante do isolamento social, o ensino a distância é a ferramenta do momento, mas até a educação vem ganhando novas formas para atender às necessidades do mercado. É nesse contexto que os bootcamps estão se popularizando e ganhando cada vez mais espaço no Brasil, por isso, eles serão o assunto deste artigo.  Acompanhe para descobrir o que é Bootcamp.

O que é Bootcamp?

Bootcamps são cursos intensivos, que proporcionam uma imersão completa em um assunto específico em um curto período de tempo, podendo variar de um a quatro meses. O modelo já é popular, principalmente nos Estados Unidos, e está conquistando também o mercado brasileiro, sobretudo o setor de tecnologia. 

O termo surgiu para se referir  aos treinamentos que os soldados dos EUA faziam ao se preparar para as guerras. Algum tempo depois, passou a ser utilizado pelas empresas do Vale do Silício para nomear um modelo de aprendizagem rápida e intensa. Projetados, inicialmente, para inserir os adultos na indústria tecnológica, os primeiros bootcamps aconteceram em 2012, e nos anos seguintes foram crescendo exponencialmente. 

Graduação x Bootcamp

Com a popularização dos bootcamps, muitas pessoas estão optando por eles aos cursos de graduação tradicional e pós-graduação lato sensu. Segundo dados do Indeed, divulgados pela Computerworld, 72% dos empregadores acreditam que os graduandos de bootcamp estão tão preparados para ter alto desempenho quanto os estudantes do ensino tradicional. 12% acham que os alunos de bootcamp estão mais preparados e mais propensos a ter alto desempenho. Além disso, os dados também apontam que, na última década, o número de candidatos que fizeram bootcamps tem dobrado ano a ano.

Uma das principais vantagens é o aprendizado prático e consistente em um período menor de tempo. O que acaba sendo especialmente vantajoso para pessoas que querem entrar no mercado de trabalho com mais facilidade, que pretendem mudar de carreira ou que se formaram em cursos tradicionais, mas sentem falta de um conhecimento mais técnico. 

Os dois modelos não são excludentes entre si. Muitas pessoas têm optado por aliar o bootcamp ao ensino tradicional para alcançar melhores resultados, combinando teoria e prática. Além disso, por serem totalmente voltados para o mercado vigente, acabam servindo também como forma de atualização para profissionais formados há mais tempo. 

Um sinal do que pode acontecer: Netflix vs. Blockbuster 

Um exemplo que pode ilustrar o que vem acontecendo no campo educacional com a inserção dos bootcamps é o case de inovação disruptiva, protagonizado por duas gigantes do entretenimento: Blockbuster vs. Netflix. 

Quando a Netflix surgiu, na década de 2000, oferecia uma espécie de assinatura mensal de DVDs.  Uma taxa fixa era cobrada e o cliente recebia os DVDs em sua casa, sem taxas adicionais. Nessa altura, a Blockbuster oferecia as maiores novidades do cinema, cobrando por aluguel + taxas de atraso. 

Quando a Blockbuster se sentiu ameaçada pelo serviço de assinatura de DVDs da Netflix e começou a arquitetar uma resposta, era tarde demais, a Netflix já se preparava para lançar seu streaming. Como sabemos, foi um tremendo sucesso, as ações da Netflix saltaram de 7,5 milhões em 2007 para mais de 20 milhões em 2010, o ano em que a Blockbuster entrou com pedido de recuperação judicial. 

Isso ocorreu porque a Netflix identificou uma oportunidade e ofereceu uma solução, tornando-se a forma mais democrática de acesso ao audiovisual. Do mesmo modo, os bootcamps se apresentam como uma forma mais acessível e moderna de consumo de educação, com o olhar voltado para as necessidades do mercado atual. Ainda que não atuem como substituto ao modelo educacional clássico, é necessário que os valores e formatos desse modelo sejam revistos, para que as faculdades não se transformem em Blockbusters da educação. 

Alta demanda do mercado

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), o Brasil demandará 420 mil novos empregos em tecnologia até 2024. Diante disso, os bootcamps são uma excelente opção para quem quer se qualificar e buscar melhores oportunidades o quanto antes. Dessa forma, o profissional começa a atuar na área em um período bem mais curto do que os – pelo menos – 4 anos de uma graduação tradicional. 

Esse modelo disruptivo de educação veio, também, como resposta à alta demanda por habilidades mais tecnológicas. Agora, em vez dos anos de faculdade e mais alguns de mercado para atingir um patamar mais elevado de experiência, os bootcamps vêm atuando como uma forma mais rápida de inserir profissionais bem preparados nas organizações. 

Praticidade para o aluno 

A estrutura dos bootcamps é baseada em um modelo de inovação e pensada de forma a ajudar os estudantes a encontrarem bons empregos o mais rápido possível após a finalização do curso. Além disso, o investimento financeiro feito nessa formação é consideravelmente mais baixo, se comparado com os modelos tradicionais, sendo um modelo muito acessível para uma capacitação profissional de qualidade. 

Outro ponto importante é que os bootcamps são modelos baseados na prática, ou seja, os alunos já saem com um portfólio pronto ou parte dele, valorizando as competências adquiridas ao longo do curso. Dessa forma, fica mais fácil mostrar para um possível contratante suas habilidades e experiências em determinada área. 

Vantagem para profissionais de tecnologia

Os bootcamps vêm ganhando mais espaço em alguns setores, no topo dessa lista está o mercado de tecnologia. Com todos os avanços que vêm acontecendo em tempo recorde, tecnologias surgindo e se desenvolvendo, assim como novas profissões, existe uma alta demanda por profissionais qualificados e pouca oferta destes. 

A formação acadêmica tradicional não tem condições de oferecer a expertise necessária para que seus alunos possam atuar sem suporte externo. Antes da chegada dos bootcamps, não existia uma forma óbvia para a entrada de profissionais na indústria da tecnologia. Por isso, esse novo modelo atende diretamente não consumidores ou àquelas pessoas super atendidas por ofertas existentes. 

O público principal são estudantes de Tecnologia ou graduados com algum tempo de experiência no mercado, buscando melhores colocações profissionais. Além deles, os empregadores também veem nesse novo formato uma solução para duas situações: desenvolver exatamente as habilidades que faltam em suas equipes e requalificar seus times. Dessa forma, os bootcamps vêm para ser esse caminho facilitador para os profissionais que já atuam ou desejam atuar em tecnologia. 

A melhor educação em TI para todos 

Diante desse cenário que exige mudanças, o IGTI apresenta uma proposição transformadora, massiva de oferecer a melhor educação em TI para todos, baseada em trilhas de bootcamps imersivos, práticos e conectados às necessidades do mercado, por meio de sua plataforma educacional. 

Só no ano passado, foram mais de 45 mil inscritos, do Brasil e do exterior, nos bootcamps do IGTI e mais de 50 professores atuando para ajudar essas pessoas a se capacitarem para novos desafios. Foram transmitidas mais de 1300 horas de aulas e o reconhecimento veio por meio de milhares de agradecimentos nas redes sociais. 

Os bootcamps profissionais duram 10 semanas e têm carga horária de 148 horas, com momentos síncronos, em que há interação ao vivo entre alunos e professores, e assíncronos. Por ser um curso muito imersivo, é necessário que o aluno seja protagonista e gestor do seu bootcamp. É assim que ele vai tirar o melhor proveito do curso. 

Os bootcamps IGTI são constantemente avaliados pelos alunos, a fim de entregar o melhor conteúdo possível, por meio da evolução baseada no feedback. Dessa forma, sempre que é identificado algum problema ou algum espaço para melhoria, a instituição atua para proporcionar um aprendizado mais satisfatório e consistente. 

Também é oferecido apoio constante para melhorar a gestão do tempo e dos compromissos dos alunos. Os processos são otimizados para que eles possam se dedicar, também, às suas demandas profissionais e pessoais.

Pilares de ensino

Os bootcamps do IGTI são pautados pela qualidade e pelo que a instituição chama de excelência dos 5As:

  • Aluno: ensino focado no desempenho, bom atendimento e satisfação do aluno;
  • Aplicável: os bootcamps entregam as competências que o mercado exige para o perfil do profissional da área;
  • Ágil: bootcamps totalmente mão na massa, sem perder a qualidade do ensino;
  • Abordagem educacional ativa: o aluno é o protagonista da sua trajetória educacional; 
  • Acessível: para levar o conhecimento de qualidade ao maior número de pessoas possível, os bootcamps do IGTI não têm mensalidades. O investimento do aluno é apenas a taxa de matrícula.

Se você tem interesse em saber mais sobre os Bootcamps do IGTI e conhecê-los melhor, acesse o site do IGTI. Lá, você encontra a descrição detalhada de todos. Com certeza, os bootcamps vão te ajudar a dar um salto em sua carreira. 

Fonte: IGTI

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